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30 agosto 2013

tempestade de tijolo


a porra da sociedade é um saco!

eu enxergo ela melhor do que os outros, sei que ela me fode.. talvez os outros não saibam disso

ou fingem não saber.

eu abro as minhas pernas, bem reganhadas e deixo ela foder o quanto ela quiser!

não posso lutar contra isso... se ela quer foder, ela vai conseguir.

isso não é desculpa, com tanta riqueza por aí, cadê a minha fração?

até quando esperar? será que é minha culpa?

aquele abençoado poderia ter sido eu, cadê a minha esmola?

a maior piada é se ajoelhar e esperar a ajuda de deus.

tenho tanto medo que me arrepia até os cabelos do lordo!

muitas garotas já me perguntaram se eu as amava, e eu sempre respondia: eu te amo.

mas no fundo eu sabia: Não!

eu liguei pra minha garota e caiu numa lavanderia. um chinês atendeu e disse: porque você não me ama mais?

vagando nas noites paulistanas, escuras sem vento... é como andar sobre vidro.

quem te erguerá com fogo nas mãos?

se você não entende, então não adianta mesmo.



















o mundo já era,
numa ambulância no meio do trânsito

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Este é um blog literário. Todo conteúdo de crônicas e diários são meramente fictícios. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas, acontecimentos ou fatos terá sido mera coincidência.