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21 maio 2013

GOD BLESS AMERICA


É uma tendência. Um monstro silencioso que cresce todo dia. Uma avalanche imperceptível, em melhores palavras é uma doença, como um câncer, mas não dói, só machuca o organismo até que ele entre e colapso. O organismo é a liberdade democrática, o colapso é a perda de tudo o que é justo. E o câncer, ora o câncer são pessoas, assim como a cura. A cura também são pessoas, mas é muito mais difícil, pois é mais fácil ser câncer.

Pessoas sem instrução, que por um motivo ou outro não tiveram um esclarecimento sobre o que é certo, ético e justo. Uma ajuda a essas pessoas é imprescindível da parte dos esclarecidos e lutar para que todas as sociedades consigam tal grau de desenvolvimento moral é o foco de todos aqueles que desejam um mundo melhor.

Entretanto, não é possível virar os olhos para o câncer quando ele aparece. A ignorância deve ser combatida, mas o câncer é a ignorância desenvolvida, forte e maligna. E combater este tipo já não é mais com as mesmas armas do outro. Combate-se a ignorância com paciência, ensino, boa vontade e tempo. Contudo, quando a ignorância se torna uma parte da sociedade, ou a própria sociedade, é preciso combatê-la com nosso instinto biológico mais primitivo: a destruição.

No passado, as pessoas desse planeta foram escravas. Foram acorrentadas e colocadas em navios e obrigadas a trabalhar como animais até morrerem. E não foi somente na América. Também na Europa os camponeses não encaravam um nobre nos olhos, obrigados a trabalhar em suas terras para sobreviverem. Em outros tempos o fato de você colocar em dúvida o estranho pensamento de que um fantasma que gostava de esculpir com barro vigiava de perto para ver se a cada ciclo lunar esse barro faria sacrifícios com sangue e carne, poderia levá-lo a ser queimado na fogueira da Inquisição católica.

Sim, a ignorância sempre esteve presente no mundo e ainda ronda a cabeça das pessoas feito moscas numa vala de fuzilamento. A maioria das grandes injustiças teve um fim, mas somente depois de muito tempo de revoluções e guerras. Na França lutaram pela igualdade, nos EUA a liberdade foi clamada sobre todas as demais leis. O ocidente em geral se tornou livre e suas sociedades geralmente não são estratificadas, sua educação tenta ser geral e suas pessoas na maioria são esclarecidas. Digo geralmente e na maioria porque os males sociais não param com a democracia. Existem muitos ainda contra o qual lutamos para que desapareçam, como a impunidade, a corrupção e a miséria.

Contudo, existem lugares aonde o câncer se desenvolve a plenos poderes. São lugares aonde a ignorância ou a desinformação imperam acima de toda disciplina. E não estou falando das salas de aulas das universidades de humanas, aonde pseudo intelectuais tentam lutar por uma revolução socialista tão cretina que lhes tiraria não só a liberdade, mas também os ovários e as bolas. Não, esses jovens não são nada, apenas pessoas vazias que ainda não viram a vida fora dos limites das fraldas que mal acabaram de deixar.
O câncer se desenvolve aos poucos, como eu disse. Uma revolução não é aos poucos, é imediata. O câncer é imperceptível, vago, sutil. E todos acham que ele não é realmente uma ameaça, até que se surpreendem quando é tarde demais. Você conhece alguém assim?

A doença que digo é a supressão de todos os direitos pelos quais a humanidade lutou no passado. Direitos que foram conquistados com uma gigantesca poça de sangue, de pessoas que realmente lutaram pela liberdade. Escrevo do começo do milênio, em sua primeira década. Aconteceu uma revolução social em meu tempo e ela irá se estender pela eternidade. Quando eu nasci o mundo era menor, não tínhamos acesso a outro mundo virtual, muito maior, infinito em tamanho se comparado ao mundo físico.

Nesta mesma época começamos a perder aos poucos as liberdades conquistadas no passado. Pouco a pouco os direitos trabalhistas vão sucumbindo do mundo livre. A aposentadoria é postergada, os impostos aumentados, os salários diminuídos. Isto é característica de uma competição econômica que não podemos vencer. Este é o câncer que se alastra, pois vem aos poucos. Hoje é um pequeno imposto que surge, amanhã é somente um ano a mais na aposentadoria, mas com o tempo, esse acúmulo se transformará na perda desses direitos. Direitos básicos de uma democracia.

Mas não são direitos de um socialismo, de um comunismo. Não há como competir com um país que tem um quarto da humanidade e não lhes dá direito algum. Os escraviza em prol da economia. Ou esse local lhes oferece direitos como o resto do mundo, ou o resto também tira. E é este o mal que se alastra discreto.
Se contarmos a Ásia comunista e o oriente médio muçulmano, chegamos à cifra de metade do mundo afundado nas trevas da ignorância. E existe somente um modo de acabar com o câncer enraizado: nosso instinto mais básico, com eu já disse. A destruição para a sobrevivência.

Não existe meio termo com o câncer. Para a ignorância não temos lenitivo. Para assegurarmos o mundo livre, as liberdades básicas, uma sociedade justa, ou ao menos para que possamos tentar buscar justiça dentro dos dilemas sociais – para que tudo isso seja alcançado, a China deve ser destruída. Como se fez com a União Soviética, ela deve ser aberta, ter seu governo substituído pela democracia e ser dividida em territórios distintos aliados ao ocidente.

Após a China é a vez do oriente médio, Coréia do Norte, Ásia meridional, Venezuela, Cuba e alguns países isolados da África. Este é o diagnóstico e a receita para que o mundo livre não sucumba ante a doença da ignorância total. Esses países precisam ser convencidos à liberdade e à justiça, caso isso não aconteça, a destruição os convencerá. Caso isso não ocorra, o destino do mundo é que o câncer se alastre e a escuridão venha a todos dominar.

Já temos problemas demais com nossa sociedade, mesmo sendo uma sociedade ocidental esclarecida. Temos corrupções, pobreza e criminalidade extremas. Temos que nos voltar para nossos próprios dilemas, é certo. Não podemos ficar olhando para outras nações que não conseguem evoluir sozinhas, mas é preciso em épocas como essas, que travemos uma guerra contra o que pode tornar nossa sociedade pior num futuro não tão distante como pode parecer.

Digo isso na primeira década do terceiro milênio, quando ainda temos a chance de lutar pela liberdade. É de se pensar que muitas vezes, quando se descobre o câncer, ele já está muito avançado para combatê-lo. Espero não ser esta a situação.

A destruição do comunismo é uma meta, um sonho a ser alcançado. Será o quarto melhor dia da minha vida se eu ver isso acontecer. Os três primeiros foram, obviamente, minha primeira boceta, meu primeiro show de rock e minha primeira carreira de cocaína.


Coisas que só foram possíveis com a liberdade da democracia do mundo livre.




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Este é um blog literário. Todo conteúdo de crônicas e diários são meramente fictícios. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas, acontecimentos ou fatos terá sido mera coincidência.